Montar a ceia de Natal e Ano Novo ficou mais caro, mas não impossível. Segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a cesta natalina subiu 4,53% em 2025, atingindo R$ 453,06. É uma alta menor do que a registrada no ano passado, quando passou de 9% — mas continua pesando no orçamento das famílias. Entre as maiores variações estão o peru, que subiu 13,62%, a azeitona (12,53%) e as caixas de bombons (10,81%). Já o azeite de oliva, após anos de escalada, caiu 23% graças à melhora da safra no exterior. O educador financeiro Washington Mendes reforça que o planejamento deve vir antes do cardápio. “A ceia não pode passar de 10% da renda da família. Primeiro você vê quanto pode gastar; depois decide o que vai para a mesa. Se precisar substituir o peru por frango, substitui sem culpa”, orienta. Por isso, ele recomenda olhar para o carrinho com mais flexibilidade. “Se o bacalhau está muito caro, escolha outra proteína. Se o panetone premium está um absurdo, compre o tradicional. O importante é pesquisar e substituir quando fizer sentido.” A aposentada Marly Passos sentiu o aumento no bolso e mudou o cardápio da família. “Carne vermelha está muito cara. Aqui agora é chester ou pernil, que rendem mais. Carne vermelha eu compro um pouquinho, faço desfiada com legumes. Antes cada um trazia um prato, mas ficava desigual. Agora a gente compra tudo junto e divide por pessoa”, conta. Nutricionistas ensinam como economizar sem perder sabor Ela reforça que a combinação importa mais que o preço: “É saudável, barato e rende bem. O sabor está no tempero.”