© 2026 C24H - Seu jornal na internet! By AFIRMA.CC. O papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que “o bem do povo venezuelano deve prevalecer” diante de qualquer outra consideração, após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Em sua declaração, o pontífice defendeu a garantia da soberania e do Estado de Direito no país caribenho. – Com o espírito cheio de preocupação, sigo o desenvolvimento da situação na Venezuela. O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e induzir a superar a violência e tomar caminhos de justiça e paz – disse Leão XIV da janela do Palácio Apostólico após a oração do Angelus. (Leia mais abaixo) – Garantir a soberania do país, assegurar o Estado de Direito inscrito na Constituição, respeitar os direitos humanos e civis de todos e de cada um – acrescentou o pontífice. (Leia mais abaixo) Além disso, o líder católico encorajou o trabalho “para construir juntos um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia, com especial atenção aos mais pobres que sofrem por causa da difícil situação econômica” do país sul-americano. Leão XIV pediu orações pelo futuro da Venezuela e solicitou a intercessão da padroeira do país, a Virgem de Coromoto, e de seus dois primeiros santos, José Gregorio Hernández e Carmen Rendiles, canonizados por ele mesmo no último dia 19 de outubro. (Leia mais abaixo) O pontífice americano, que também possui nacionalidade peruana por seus anos como missionário e bispo e é grande conhecedor da América Latina, referiu-se em várias ocasiões e com a máxima cautela à Venezuela desde que foi eleito em conclave no dia 8 de maio do ano passado. A última vez foi durante o voo de regresso de sua viagem ao Líbano, em 2 de dezembro, quando defendeu o diálogo e até “pressões econômicas” para favorecer uma mudança no país caribenho. (Leia mais abaixo) – Creio que é sempre melhor buscar formas de diálogo ou pressão, talvez pressões econômicas, mas buscando outra maneira para mudar, se é isso o que os Estados Unidos desejam fazer – declarou o pontífice, na ocasião. Um mês antes, em 4 de novembro, de sua residência em Castel Gandolfo, voltou a advogar pelo diálogo para aliviar as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, em meio à operação de Washington contra navios do narcotráfico no Mar do Caribe. (Leia mais abaixo) Em setembro, pouco antes da canonização dos dois primeiros santos da Venezuela, a líder opositora María Corina Machado pediu ao papa para interceder pelos presos políticos no país sul-americano. Por outro lado, o tema é acompanhado com interesse em uma Santa Sé que tem o arcebispo venezuelano Edgar Peña Parra como o “número dois” de sua Secretaria de Estado, dirigida pelo cardeal Pietro Parolin.