O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encerrou 2025 com alta de 2,3%, resultado que confirma o quinto ano consecutivo de expansão. O resultado, porém, revela uma desaceleração frente à média de 3,6% registrada entre 2021 e 2024. Esse desempenho deixou o Brasil abaixo da média de crescimento das Economias Emergentes e em Desenvolvimento em 2025 (+4,4%). O principal entrave é o baixo investimento, fator essencial tanto para estimular a demanda quanto para ampliar a capacidade produtiva e tecnológica do país. A análise é da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo ele, isso passa, necessariamente, pelo fortalecimento da credibilidade fiscal. “Sem previsibilidade nas contas públicas, o investimento não reage”, complementa. Em contrapartida, os segmentos de construção (0,5%) e de transformação (-0,2%) apresentaram desempenho fraco, prejudicados pelas condições adversas do comércio exterior e pela elevada taxa de juros — que encerrou 2025 no maior patamar dos últimos 20 anos. “Com a taxa de investimento em 16,8% do PIB em 2025, ligeiramente abaixo do registrado no ano anterior, o indicador segue bem distante da média mundial (25,6%) e das economias emergentes (30,8%). Sem uma taxa de investimento mais robusta, o Brasil limita sua capacidade de absorver novas tecnologias e sustentar ganhos de produtividade”, aponta o economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart.