Campos 24 Horas – O medicamento de alto custo cladribina oral, que já é distribuído pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a pacientes com esclerose múltipla, passará a ser produzido no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Com isso, os custos de aquisição devem cair, permitindo que mais pacientes recebam a medicação. Atualmente, o custo médio do tratamento para cada paciente é de quase R$ 140 mil em 5 anos. A estimativa é de que cerca de 3.200 pessoas apresentem a doença com alta atividade no país. No entanto, mais de 30 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla do tipo remitente-recorrente, o mais comum, caracterizado por episódios de surtos, intercalados com períodos de remissão. A esclerose múltipla é uma doença crônica degenerativa que afeta o cérebro e a medula espinhal. Ela pode evoluir de forma lenta ou rápida e os pacientes apresentam graus de comprometimento diversos. Em algumas pessoas, as consequências podem ser bastante severas, como cegueira, paralisia e perda das funções cognitivas. A cladribina é o primeiro tratamento oral de curta duração, com eficácia prolongada no controle da EMRR. Por isso, foi incluída na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS (Organização Mundial da Saúde). Parceria - A parceria para a produção nacional será firmada entre o Farmanguinhos (Instituto de Tecnologia em Fármacos) da Fiocruz, a farmacêutica Merck, produtora do Mavenclad, e a indústria química-farmacêutica Nortec. Segundo a diretora de Farmanguinhos, Silvia Santos, este será o primeiro medicamento produzido pelo Instituto para o tratamento da esclerose múltipla. “A parceria reafirma o nosso compromisso com o fortalecimento do SUS e com a promoção do acesso a tratamentos inovadores, produzidos em território nacional. É um caminho importante para a transformação de políticas públicas em cuidado real para quem mais precisa”, complementa Silvia. O Instituto da Fiocruz tem sua produção voltada para as terapias de alto valor, que tratam principalmente doenças negligenciadas. “Consolidar o Complexo Econômico e Industrial da Saúde, para garantir a sustentabilidade dos programas do SUS, gerando empregos especializados, reduzindo preços e mantendo a qualidade dos produtos.” A Fundação tem mais 2 acordos de parceria em andamento com a Merck, envolvendo a produção de outra terapia para a esclerose, a betainterferona 1a, e de um medicamento para tratar a esquistossomose em crianças.
Fiocruz vai produzir remédio contra esclerose para o SUS
Belman de Alvarenga Heitor23 de maio de 20262 min de leitura

Fonte: Campos24Horas
Créditos: Portal Campos24Horas

